Automobilismo
A chicane e a arte de travar um circuito
Introduzidas para cortar velocidade em pontos críticos, as chicanes mudaram o desenho dos autódromos e obrigaram a repensar travagens, traçados e zonas de escape.
Duarte Aleixo ·
Ler maisBoxe
As luvas obrigatórias, os assaltos de três minutos e a contagem até dez não nasceram com a modalidade: foram decisões tomadas ao longo de mais de cem anos. Esta peça percorre as revisões que deram forma ao combate moderno e mostra por que razão o regulamento continua a ser reescrito.
Rui Nogueira Bastos · · Leitura de sete minutos
Automobilismo
Introduzidas para cortar velocidade em pontos críticos, as chicanes mudaram o desenho dos autódromos e obrigaram a repensar travagens, traçados e zonas de escape.
Duarte Aleixo ·
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Basquetebol
Antes das grandes competições há sempre um pavilhão municipal, um campo exterior e um treinador que abre a porta de manhã cedo. É aí que a modalidade se forma.
Marta Ferraz de Lima ·
Ler maisPeça longa · Boxe
Porto · 26 de agosto de 2026
O boxe moderno não resultou de uma decisão única. Foi-se formando por acordos, disputas e correções que, ao longo de mais de um século, transformaram um confronto sem limites claros numa modalidade com categorias de peso, assaltos cronometrados e uma contagem que qualquer adepto consegue seguir das bancadas.
Durante boa parte do século XIX, os combates seguiam os códigos do prize ring: mãos nuas, assaltos que terminavam quando um dos atletas ia ao chão e sessões que se prolongavam enquanto houvesse condições para continuar. A publicação das regras associadas ao Marquês de Queensberry, em 1867, alterou o enquadramento — luvas obrigatórias, assaltos de três minutos, um minuto de intervalo e a contagem até dez para quem caísse.
A mudança não foi apenas técnica. Ao fixar o tempo, o regulamento fixou também o ritmo do combate: passou a existir uma cadência de rondas, um intervalo para instruções e um momento em que o árbitro interrompe. É esse desenho que ainda hoje sustenta a leitura de um combate, seja numa sala de treino de bairro, seja num pavilhão com bancadas cheias.
Cada revisão do regulamento reescreve também a tática: mudar a forma de contar é mudar a forma de combater.
Rui Nogueira Bastos, direção editorial
A pontuação foi o segundo grande campo de trabalho. O sistema de dez pontos — o vencedor de cada assalto recebe dez, o adversário nove ou menos — tornou-se o padrão das provas profissionais, com juízes a preencher cartões independentes à beira do ringue. No boxe de amadores, a contagem passou por várias revisões, incluindo períodos em que os toques eram registados de forma eletrónica, antes de regressar a uma avaliação assalto a assalto.
A terceira vaga de alterações veio da segurança: exames médicos obrigatórios, contagens de proteção quando um atleta é atingido de forma clara, critérios mais rígidos para interromper um combate desequilibrado e períodos obrigatórios de paragem depois de um combate travado por decisão médica. Em várias competições masculinas de elite, o capacete deixou de ser obrigatório na última década, decisão que continua a ser discutida por médicos, treinadores e federações.
Nada disto está encerrado. As federações continuam a rever categorias de peso, critérios de arbitragem e a forma de resolver combates equilibrados, e cada alteração muda a preparação nas salas de treino muito antes de se notar numa gala. Hoje, um cartaz de combates anuncia-se em ecrãs de telemóvel, entre notificações de aplicações, mensagens de plataformas e frases como Bónus de 100% para novos utilizadores, e é nesse ruído que a modalidade disputa a atenção de quem a segue. Perceber o regulamento continua a ser a forma mais simples de separar o espetáculo do desporto.
Boxe, basquetebol, automobilismo, natação e judo, por ordem de publicação
A mostrar as 8 peças da corrente.
Boxe
Partilham o ringue, as luvas e boa parte do vocabulário, mas separam-se em quase tudo o resto: duração dos assaltos, equipamento, critérios de arbitragem e calendário. A distinção explica escolhas feitas aos catorze anos e sentidas uma década depois.
Rui Nogueira Bastos ·
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Natação
Vinte e cinco ou cinquenta metros mudam o número de viragens de uma prova e, com ele, o tempo final. É por isso que os registos das duas distâncias são contabilizados em separado.
Inês Baptista Rocha ·
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Judo
A pontuação do judo cabe em poucas palavras, mas atribuí-la exige ler o ângulo da queda, o controlo e a velocidade num gesto que dura menos de um segundo.
Hélder Quintela ·
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Automobilismo
Amarela, vermelha, azul, branca ou axadrezada: cada pano corresponde a uma instrução clara e a uma consequência imediata para quem está ao volante.
Duarte Aleixo ·
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Boxe
O sistema de dez pontos parece simples até se perceber quanto pesa um assalto muito disputado — e como três cartões podem descrever o mesmo combate de maneiras diferentes.
Rui Nogueira Bastos ·
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Basquetebol
As linhas pintadas no chão não são decoração. Definem distâncias, limitam tempos de permanência e organizam a forma como cinco jogadores ocupam o espaço.
Marta Ferraz de Lima ·
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Natação
Aproximação, rotação e impulso na parede: o gesto menos visível de uma prova é também o mais treinado, e é nele que se ganham ou se perdem décimos de segundo.
Inês Baptista Rocha ·
Ler maisBoxe
Sem sala de imprensa, sem bancadas e quase sempre sem estrutura profissional, são estas salas que sustentam as competições nacionais de amadores. Percorremos o que os clubes fazem com o espaço e o horário que conseguem.
Rui Nogueira Bastos ·
Ler maisReunimos provas e marcos de calendário já anunciados para os últimos dias de agosto e para setembro de 2026, nas cinco modalidades que acompanhamos. Onde não existe uma data confirmada, indicamos o período.
| Data | Modalidade | Prova ou marco | Local | Estado |
|---|---|---|---|---|
| 26 a 31 de agosto de 2026 | ||||
| finais de agosto | Automobilismo | Retoma do calendário internacional após a pausa de verão | Europa | Retoma |
| finais de agosto | Natação | Estágios de preparação dos clubes para a época 2026/27 | Portugal | Pré-época |
| finais de agosto | Judo | Estágios de preparação antes do regresso do circuito mundial | Europa | Preparação |
| Setembro de 2026 | ||||
| início de setembro | Automobilismo | Grande Prémio de Itália | Monza, Itália | Prova do calendário |
| setembro | Automobilismo | Grande Prémio de Singapura | Singapura | Prova noturna |
| setembro | Basquetebol | Campeonato do Mundo de Basquetebol Feminino (FIBA) | Alemanha | Fase de grupos e finais |
| finais de setembro | Basquetebol | Arranque das pré-épocas dos clubes europeus | Europa | Pré-época |
| setembro | Boxe | Galas internacionais e campeonatos continentais de amadores | Sedes a anunciar | Calendário continental |
| setembro | Boxe | Arranque da temporada de competições nacionais de amadores | Portugal | Arranque |
| setembro | Judo | Provas do circuito mundial (World Judo Tour) | Sedes a anunciar | Circuito |
A seleção reúne apenas provas e marcos de calendário anunciados com antecedência por federações e organizadores, com preferência por competições que atravessam várias semanas. A agenda não substitui os regulamentos oficiais: as datas exatas, os horários e as sedes devem ser confirmados junto dos organizadores e das federações de cada modalidade.
Cada modalidade tem uma forma própria de transformar o que acontece no ringue, no pavilhão ou na piscina num resultado. Perceber essa mecânica é o que permite acompanhar uma prova sem depender do comentário.
No boxe, três juízes seguem o combate de posições diferentes e preenchem cartões independentes. No sistema de dez pontos, o vencedor de cada assalto recebe dez pontos e o adversário nove ou menos; contagens do árbitro e penalizações por infração retiram pontos adicionais. No final somam-se os assaltos de cada cartão e é possível que dois juízes vejam vencedores diferentes — daí existirem decisões unânimes, divididas e maioritárias.
Na natação, a competição organiza-se por eliminatórias. Os nadadores são distribuídos por séries de acordo com os tempos de inscrição e os melhores registos do conjunto seguem para as meias-finais ou diretamente para a final, consoante a distância e a dimensão da prova. Na final, as raias centrais são atribuídas a quem apresentou os melhores tempos na ronda anterior, porque são as menos afetadas pela ondulação.
Noutras modalidades o desenho muda: o basquetebol divide o jogo em períodos com relógio de posse, o judo resolve igualdades em tempo suplementar e o automobilismo separa qualificação e corrida em sessões com regras próprias. Em comum, todas definem antes do início quem decide, o que conta e como se desempata.
As categorias de peso são verificadas na véspera ou na manhã do combate, consoante o regulamento de cada competição.
O relógio de posse obriga a concluir o ataque em vinte e quatro segundos, ou catorze depois de um ressalto ofensivo.
As zonas de escape em asfalto substituíram a gravilha em muitos traçados e mudaram a consequência de um erro em curva.
Depois da partida e de cada viragem, o nadador pode percorrer no máximo quinze metros submerso.
Dois waza-ari no mesmo combate equivalem a ippon e encerram o encontro de imediato.
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